sábado, 25 de setembro de 2010

Águia imperial na Madeira

Para o encontro no Estádio dos Barreiros, o treinador Jorge Jesus apresentou o mesmo quarteto defensivo do dérbi com o Sporting, mexendo apenas no meio-campo devido à ausência de Pablo Aimar. Carlos Martins ocupou a posição do médio argentino, sendo que o lado direito do terreno começou por ser preenchido por Nicolás Gaitán.

O número 20 foi um dos elementos mais activos do primeiro tempo. Aos 13 minutos, Gaitán rematou ao lado da baliza de Marcelo Boeck. Numa saída em falso do guardião contrário, Javi Garcia quase conseguiu inaugurar o marcador, no entanto, o cabeceamento não teve êxito, uma vez que Danilo Dias evitou o golo em cima da linha de baliza (16’).

Com excelentes combinações entre os seus jogadores, o Benfica continuou a provocar o pânico junto da área maritimista. Aos 27 minutos, Gaitán escapou pelo lado direito do ataque e colocou em Cardozo no interior da área, onde este solicitou Saviola para um remate travado por boa uma defesa do guarda-redes do Marítimo.

O número 30 voltou a está muito perto do golo aos 30 minutos, após uma combinação com o inspirado Gaitán. Contudo, o remate de Saviola foi defendido por Marcelo Boeck.

O minuto 34 do jogo com o Marítimo entra para o lote dos lances em que o Benfica foi prejudicado esta temporada. Saviola foi derrubado claramente na grande área por Roberto Sousa, mas o árbitro João Capela nada assinalou.
O primeiro lance de verdadeiro perigo do Marítimo surgiu aos 40 minutos, mas o guarda-redes Roberto travou muito bem a tentativa de Danilo Dias. O espanhol voltou a estar em plano de evidência aos 42 minutos, ao defender um remate muito perigoso de Babá.

A resposta do Benfica veio por intermédio de Gaitán. Cardozo desmarcou muito bem o argentino, mas este não acertou da melhor forma na bola, pelo que o remate não deu golo (43’).

Domínio avassalador
O segundo tempo começou com excelentes oportunidades para o Benfica. Depois de Gaitán ter ameaçado aos 48 minutos, Cardozo teve duas situações claras para abrir o activo nos Barreiros. O paraguaio, aos 50 minutos, surgiu isolado, no entanto, permitiu a defesa do guarda-redes dos visitados, sendo que a bola sobrou novamente para si, cabeceando em direcção da para a baliza. O defesa do Marítimo Ricardo Esteves evitou o golo do número sete das “águias”. Aos 53 minutos, Cardozo rematou com muito perigo por cima da barra.

O merecido golo do Benfica chegou aos 57 minutos. Saviola cruzou do lado direito e do lado contrário apareceu Fábio Coentrão a dominar o esférico e a rematar sem hipótese para o guarda-redes do Marítimo. Antes de uma excelente defesa de Roberto a remate de Danilo Dias (65’), o Benfica voltou a ver João Capela a não assinalar uma grande penalidade. César Peixoto sofreu falta na área maritimista, mas isso passou novamente em claro (63’). O Benfica dominou a partida até a final e o resultado peca apenas por escasso, já que foram muitas as oportunidades criadas ao longo do desafio. Esta foi a terceira vitória dos campeões nacionais no campeonato nacional.
 O Benfica apresentou a seguinte equipa nos Barreiros: Roberto; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e César Peixoto; Javi Garcia, Fábio Coentrão, Gaitán (Salvio, 70’) e Carlos Martins (Airton, 83’); Saviola (Jara, 73’) e Cardozo.

Génova vem a Lisboa negociar Yannick

Segundo o site Itasportpress, o Génova virá "nos próximos dias" a Lisboa para negociar Yannick com o Sporting. O clube transalpino, onde alinha Eduardo e Miguel Veloso, tem também na mira Pelé, jovem médio do Belenenses, que poderá ser também negociado nesta mesma visita à capital portuguesa.
  Recorde-se que já no final de agosto, o representante do jogador leonino, Giovanni Ferraro, procurador do avançado em terras transalpinas, se tinha encontrado com dirigentes do Génova, que, na altura, confirmou o interesse do italianos por Yannick.


Fucile para o onze

Tendo deixado Cristian Sapunaru de fora dos convocados, parece evidente que André Villas-Boas vai promover a estreia de Fucile a titular no campeonato, no jogo com o Olhanense. Uma transição pacífica, se levarmos em conta a qualidade do internacional uruguaio, ele que tantas vezes assumiu a defesa do flanco direito no passado.
 Na presente época, Fucile, de 25 anos, só tinha entrado nas opções iniciais do técnico portuense no encontro com o Rapid Viena. Antes, tinha sido chamado no decorrer das partidas com o Beira-Mar e o Rio Ave, sempre para o lugar do seu companheiro romeno. Uma lesão na véspera da Supertaça, depois de uma pré-temporada marcada pela dúvida em torno da sua continuidade no clube, acabou por relegá-lo para segundo plano, algo a que não estava habituado, principalmente depois do bom desempenho no Mundial. Agora resta-lhe esperar para recuperar o estatuto de titular indiscutível no Dragão.


Maestro por um dia

Jorge Jesus decidiu não convocar Pablo Aimar para o jogo desta noite com o Marítimo, isto apesar do médio argentino ter trabalhado sem limitações nos últimos dois dias.
   O camisola 10 encarnado sofreu uma entorse no joelho esquerdo no encontro com o Sporting, tendo inclusive sido substituído ao intervalo devido às fortes dores que sentia.
   Apesar do jogador estar clinicamente apto, o treinador benfiquista entendeu que era arriscado utilizar o atleta na partida de hoje com o Marítimo e que tal opção poderia colocar em risco os próximos compromissos, nomeadamente o jogo com o Schalke 04 na próxima quarta-feira para a Liga dos Campeões. Aimar ficou em terra, não viajando com os restantes colegas ontem à tarde para o Funchal.


"Só os fortes sobrevivem"

O árbitro Olegário Benquerença admitiu este sábado desconforto nas "últimas duas semanas", apontando a coragem, a autoestima e a consciência tranquila como receitas para superar fases como esta.
  "Não deve ser fácil levar com duas semanas como eu tenho levado. De todo o lado, ligo a rádio, ligo a televisão e vejo um jornal, não há só coisas boas, nem há só coisas más", advertiu o juiz de Leiria.
    Benquerença, muito criticado pela arbitragem do Vitória de Guimarães-Benfica, assumiu que poderá servir de exemplo os 60 árbitros jovens, que participam nesta iniciativa da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF). "Não tenho dúvidas de que todos vocês gostariam de ser atacados como eu e os outros colegas somos. Se pudessem não ser, ótimo, mas porque significa que chegaram a um patamar, ao patamar mediático", acrescentou.